segunda-feira, 5 de maio de 2008

disclosure













Os tempos mudam.

Mudam-nos

Permanecemos nós mesmos mas as circunstâncias fazem variar o nosso agir.

Tanto que às vezes deixamos de ser quem somos.

Não se assustem com a introdução meio filosófica.

Estou a falar de nós.

À volta da Páscoa tivemos um pico de unidade: páscoa jovem, jantar em casa do
Fraga...

Mas há, para nós como grupo e para cada um mais coisas a acontecer:



  • o tema do namoro pode ser
    mais ou menos interessante, mais ou menos inquietante

  • os empenhos no centro às
    vezes são atraentes outras vezes pesados

  • a dificuldade de gerir o 2º
    semestre, o calor, a preguiça, o entusiasmo pelos rituais académicos
    (cortejos, noitadas, festa, pertença)

  • as relações tão boas que
    obcecam ou tão más que a dor da solidão se torna tão afiada que rasga
    todas as máscaras

  • tantas outras coisas que
    (ainda) não vi...





Mudamos. Mudámos.

Mas continuam a ser válidos os valores e os compromissos. Somos como o relógio.
Os ponteiros movem-se, independentes da nossa vontade e liberdade. E nós vamos
atrás.









Por isso é que gosto mais das bússsolas do que dos relógios.



Uma bússola dá-me um rumo que a minha liberdade pode seguir.



O relógio controla o ritmo do meu viver.



O relógio são as circunstâncias que me fazem.



A bússula apela a que eu faça o meu caminho.



Com liberdade e amor.



Bem sei que não é fácil gerir relógios e bússolas, circunstâncias e projectos.



Mas àqueles que se sentirem mais à toa (estamos em casa, não há dúvida) partilho algumas sesnações que tive enquanto as horas passavam nos bancos dos aeroportos.



Para quem não sabe os aeroportos são lugares muito maus: lugares sem alma, sem memória. Todos iguais, funcionais, limpos (às vezes) mas despersonalizados. Despersonaliadores. Fazem-nos sentir como eles são. Sem raízes. Sem rumos.



E enquanto tentava combater esta sensação e passar as horas, dei-me conta que seria bem melhor estar ali com qualquer um de vocês.



Não é uma questão de encontrar companhia a qualquer preço. Sou demasido orgulhoso para isso e respeito-vos demais para isso.



Mas acho que me faria mais feliz estar ali com um do grupo.



Estar juntos, falar, partilhar.



Porque sei que a diferença de idades, de sínteses, de projectos não inibe opensra juntos. O estar juntos. O olhar para a mesma bússola.


6 comentários:

ruisdb disse...

o mau visual; tentei fazer bonito mas não funcionou.

Mafi disse...

O visual é que menos importa (mas esta bonito), o que importa mais é mensagem, lê-la, percebe-la e também po-la em pratica.

Bjs

joao ne7es disse...

gostei

Sílvio disse...

Esse dom de por em palavras o que vai na alma. Tão dificil. E por isso, quem o tem produz estes textos que nos deixam sem palavras.

Muito bom.

sergiofraga disse...

Uff... "ca ganda" post...
Não sei o que aconteceu com os outros, mas a mim deixou-me a pensar...

Joana disse...

muito bonito, rui...

bj grande