sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O Jejum

"...O jejum que me agrada não será antes quebrar as cadeias injustas, desatar os laços da servidão, libertar os oprimidos, destruir todos os jugos? Repartir o teu pão com o faminto, dar pousada aos pobres sem abrigo, levar roupa aos que não tem que vestir?
Então, se chamares, o Senhor, Ele responderá: ESTOU AQUI"

(da 1ª. leitura da Missa de 27/02/09, Isaías 58,1-9a)


DESATAR... LIBERTAR... QUEBRAR... REPARTIR... DAR... LEVAR... VESTIR...
Que terão estes verbos a ver com o nosso "querido" jejum de "não comer doces"? Este, se não for "revestido" da caridade, conserva-nos espiritualmente infantis, mantém-nos numa rotina, e Deus não está em rotinas. O outro, faz-nos "crescer" para Deus e "cheirar" a Deus! "É um processo" que vai libertando a nossa liberdade, leva-nos a largar o que não é essencial. No fim do processo, ouvimos um "OLÁ" do Senhor: "ESTOU AQUI"!


Teresa Olazabal

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Casamento homossexual

O tema está aí. Os debates, as notícias multiplicam-se. Como cidadãos e cristãos não podemos ficar à margem da questão. Para ajudar ao discernimento, partilho a nota pastoral da conferência episcopal:

Em favor do verdadeiro casamento
Nota Pastoral do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa

Veio a público recentemente a intenção de, na próxima legislatura, ser proposta à Assembleia da República uma lei que equipare as uniões homossexuais ao casamento das famílias constituídas na base do amor entre um homem e uma mulher.
Sem se pronunciar agora sobre a questão mais geral da homossexualidade, o Conselho Permanente da Conferência Episcopal não pode deixar de lamentar esta tentativa de desestruturar a sociedade portuguesa com a adopção de leis que, longe de contribuírem para o seu progresso e unidade, manifestam antes uma concepção desfocada dos valores que se encontram na base do nosso modo de viver, entre os quais o casamento e a família têm um lugar privilegiado.

1. A verdade da vida humana assenta na complementaridade do homem e da mulher. É esta complementaridade dos sexos, expressa de um modo eminente no dom total e perene do amor entre um homem e uma mulher, por princípio aberto à geração de novas vidas, que está na base antropológica da família. Só assim esta pode desempenhar a relevantíssima função de célula base da sociedade, que assegura a sua renovação harmoniosa. Isso mesmo é universalmente assumido pelas diferentes culturas e civilizações, é afirmado pela revelação judaico-cristã, e assim o reconhece implicitamente a nossa Constituição da República e explicitamente o Código Civil Português.

2. Defendemos a verdade dos conceitos de casamento e família. Pretender redefini-los seria porta aberta para diversos modelos alternativos à sua autenticidade genuína, o que constituiria fonte de perturbação para adolescentes e jovens, com a sua identidade em estruturação, e enfraqueceria a instituição da família, célula base de todas as sociedades. A família, fundada no casamento entre um homem e uma mulher, tem o direito a ver reconhecida a sua identidade única, inconfundível e incomparável, sem misturas nem confusões com outras formas de convivência.

3. A homossexualidade é um fenómeno conhecido desde a antiguidade, caracterizado pela expressão preferencial da afectividade e da sexualidade entre pessoas do mesmo sexo. Se, por vezes, ela constitui apenas uma etapa transitória no desenvolvimento da criança ou adolescente, o seu prolongamento pela idade jovem e adulta denota a existência de problemas de identidade pessoal.

A Igreja rejeita todas as formas de discriminação ou marginalização das pessoas homossexuais e dispõe se a acolhê-las fraternalmente e a ajudá-las a superar as dificuldades que, em não poucos casos, acarretam grande sofrimento. Contudo, fiel à razão, à palavra de Deus e aos ensinamentos recebidos, a Igreja não pode deixar de considerar que a sexualidade humana vivida no casamento só encontra a sua verdade e plenitude na união amorosa de um homem e de uma mulher.

4. Não nos pronunciamos agora sobre eventuais modos com que o Estado possa ir ao encontro dos problemas e aspirações das pessoas homossexuais. Rejeitamos, contudo, que a união entre pessoas do mesmo sexo possa ser equiparada à família estavelmente constituída através do casamento entre um homem e uma mulher, e o mesmo se diga de uma lei que permita a adopção de crianças por homossexuais. Tal constituiria uma alteração grave das bases antropológicas da família e com ela de toda a sociedade, colocando em causa o seu equilíbrio.

5. Queremos ainda chamar a atenção para a necessidade de iniciativas que ajudem as famílias estavelmente constituídas a superar os problemas económicos que muitas atravessam, que as valorizem como lugar primordial de educação dos filhos e que favoreçam a sua importância na vida social.

Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa, 20 de Fevereiro de 2009
in http://www.agencia.ecclesia.pt

Carnaval CJS

À semelhança de anos anteriores, o CJS não ficou à margem do Carnaval e das suas brincadeiras. Estas repartiram-se por dois momentos: o primeiro foi no Sábado, com as crianças da catequese




Na noite de segunda-feira foi a vez dos grupos de jovens e alguns amigos se divertirem




Ficam também alguns vídeos da folia





"Se alguém quiser seguir-Me..."

...Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias...
(do Evangelho da Missa de 26/02/09, Lc. 9,22-25)


Fascina-me esta linguagem de Jesus: " 'se' quiseres" = não obriga... propõe-me, desafia-me: "SE..." "QUERES...?" "OK! Então pega na tua cruz" - isto é: PEGA NA VIDA! PEGA NO TEU DIA-A-DIA! INTEIRO! ...com tudo o que ele te trouxer - o bom e o mau e ANDA! "Renuncia a ti mesmo" ou seja: não faças as coisas sozinho! Não prescindas de Mim! Estou contigo! Seremos os dois: tu e Eu que vamos fazer da tua vida... VIDA NOVA!!!

Quem LHE pode resistir?
QUEM LHE VAI DIZER QUE NÃO O QUER SEGUIR?
"BORA AMIGOS!!!"

Teresa Olazabal

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Mais um pensamento

Desculpa Tita mas não pode ficar num simples comentário, obrigado pela mensagem.
Tudo o que está entre aspas e em itálico foi a Tita que quis partilhar connosco.

"Muitas vezes nas nossas vidas “afeiçoamo-nos” aos pecados dos outros, numa tentativa de esquecimento dos nossos próprios pecados. Agora é a altura certa para encontrar a reflexão a que tantas vezes tentamos escapar, colocar a mão na consciencia e pedir perdão por todos os nossos erros.

“Ele quer começar/aumentar uma intimidade "pessoal" com cada um de nós nesta Quaresma.” E a minha resposta é positiva, quero mesmo cair nos braços de Jesus e converter-me. Retirar do coração a raiva, a inveja, toda a espécia de sentimentos cruéis que nele possam pairar e abri-lo ao perdão, ao amor, abri-lo a todas as atitudes que me façam crescer na Fé e aproximarm-me de Jesus, de todos os meus irmãos.

Há pouco tempo atrás eu e uma amiga minha estávamos na net a pesquisar sobre a quaresma porque ela tinha que fazer um pequeno trabalho para a catequese dela e surgiu-nos um site com esta pequena oração. Decidimos que a iríamos dizer todos os dias, ao acordar.

Senhor Jesus, recebi o convite para passar a Quaresma em clima de conversão. Faltam-me forças e coragem para prosseguir no caminho.
Apanha-me em Teus Braços Jesus, e como Bom Pastor, conduz-me até as fontes das águas puras onde serei lavada e purificada de meus pecados e começarei uma Vida Nova.
Amém!


Todas as orações que possamos dizer nos deixam mais leves, o “simples” facto de falar com Jesus torna-nos melhores. Falar com o Pai é estar próximo dele. Entrar no quarto, fechar a porta e orar ao Pai é tão bom! Pedir forças ao Pai é, de certa forma, reconhecer que fracassamos, reconhecer que devemos ser humildes e pedir perdão. É também ter vontade de nos erguermos, ter vontade de prosseguir e não desistir. E quando realmente pomos toda a nossa a fé na oração, as forças que tendem a escassear voltam, a vontade que parece evaporar-se surge novamente nas nossas vidas e o caminho que parece nem existir, torna-se amplo."

Pois é Idália, parece que nome não precisam mas e um blog? Com gente a escrever assim aos16 anos...

Início da caminhada

Iniciamos hoje a nossa longa caminhada até à Ressurreição.
Tempo de reflexão, perdão, conversão, oração, intimidade com o Pai.
Para nos ajudar a estar mais próximo do Pai durante esta Quaresma, colocarei aqui (com a maior brevidade possível), a reflexão da Teresa Olazabal sobre as leituras desse dia.
Boa caminhada... encontramo-nos pelo caminho!

4ª. FEIRA DE CINZAS

"...Tu, porém, quando rezares, entra no teu quarto fecha a porta e
ora a teu Pai em segredo..."

(do Evangelho da Missa de 25/02/09, Mt. 6,1-6 e 16-18)

4ª. feira de Cinzas, "porta de entrada" na Quaresma. É-nos pedida a conversão, ou seja, deixar-nos conquistar por Jesus, e com ELE, e nEle "voltarmos" ao Pai. É fantástica esta ânsia que Deus tem de mim... de ti... e que não tem vergonha de mostrar! Ele quer começar/aumentar uma intimidade "pessoal" com cada um de nós nesta Quaresma. Não com uma multidão... ELE é mau em matemática, só sabe contar até "UM" - eu, tu! "Em segredo". Vamos aceitar o namoro que o Senhor hoje nos propõe?

"Entra no teu quarto... FECHA A PORTA(!!!) E vamos os dois falar...!"

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Engenharia do ser

O Rui acabou por me motivar a fazer um blog e cá está ele:

Engenharia do Ser

Nada de especial, mas façam uma visitinha!